CONTAC reforça defesa da redução da jornada e extinção da escala 6x1
Para a confederação, o debate precisa ter como prioridade a proteção dos direitos, a saúde e a qualidade de vida da classe trabalhadora
Publicado: 06 Outubro, 2026 - 16h54
Escrito por: Luiz Alberto Reis Neto | Editado por: Josimar Cecchin
A discussão sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro do debate político nesta terça-feira (6), após o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), criticar a proposta em tramitação no Senado e defender um modelo de jornada mais flexível, no qual o trabalhador possa definir sua carga horária de acordo com suas necessidades.
Segundo Flávio, sua proposta seria “infinitamente melhor” e permitiria que cada trabalhador pudesse montar sua jornada. O candidato também defendeu que trabalhadores que desejam ou precisam trabalhar mais tenham essa possibilidade, enquanto aqueles que necessitam de mais tempo para outras atividades possam reduzir sua carga horária.
A proposta atualmente em discussão no Senado prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, além da adoção de dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e precisa passar por dois turnos de votação no Senado, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Para a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da CUT (CONTAC-CUT), o debate precisa ter como prioridade a proteção dos direitos, a saúde e a qualidade de vida da classe trabalhadora.
A entidade tem se manifestado nacionalmente em defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada sem redução dos salários. "Trabalhadores do ramo da alimentação enfrentam diariamente jornadas intensas, ritmos acelerados de produção e elevado desgaste físico e mental", destacou Josimar Cecchin, presidente da CONTAC.
A entidade também alerta que a flexibilização das jornadas não pode significar aumento da precarização das relações de trabalho ou transferência da responsabilidade pela organização da jornada exclusivamente para o trabalhador.