O sindicato denuncia a violação de acordos, retirada de direitos, além da empresa perseguir membros e tentar enquadrar a organização dos trabalhadores
O conflito trabalhista no frigorífico Tacuarembó, do grupo brasileiro MBRF (Marfrig), permanece sem solução, no Uruguai. O sindicato denuncia a violação de acordos, retirada de direitos, além da empresa perseguir membros e tentar enquadrar a organização dos trabalhadores.
Segundo Hugo Galvez, presidente da Associação de Operadores e Empregadores de Frigoríficos de Tacuarembó (AOEFRIT), as divergências começaram com uma reivindicação de pagamento por tempo perdido na produção. Após a suspensão das medidas sindicais a pedido da empresa, durante um período de visitas oficiais, os trabalhadores não avançam nas negociações.
A redução da atividade devido à falta de recursos agravou a situação. O sindicato propõe alternativas, como a concentração da produção para permitir o acesso ao seguro-desemprego parcial e a antecipação de férias, mas, ambas as formas, estão engavetadas.
Outro ponto de conflito é o descumprimento dos acordos já negociados e do acordo coletivo. A empresa também se recusa a incorporar automaticamente os trabalhadores com mais de dois anos de casa ao abrigo do chamado "acordo mãe", que garante benefícios adicionais.
Em caso de impasse, os trabalhadores decidirão manter as medidas sindicais, incluindo a rejeição do confinamento. A mobilização recebe o apoio dos trabalhadores da unidade MBRF em San José (Inaler), que adotarão a mesma medida em solidariedade.
Além das reivindicações dos trabalhadores, o sindicato denuncia a perseguição de dirigentes, com descontos na jornada sindical e alterações unilaterais nos acordos sobre atividades de representação. Ele também acusa a empresa de incentivar a formação de um "sindicato paralelo" para minar a representação dos trabalhadores.
Para a AOEFRIT, o conflito vai além das reivindicações salariais e coloca em debate o respeito à negociação coletiva, o cumprimento de ambos os acordos e a liberdade sindical dentro da empresa.
Fonte: Rel UITA