Escrito por: Rel Uita

"Que a direita não continue avançando sobre o nosso continente", diz sindicalista

Uma vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro em 25 de outubro seria motivo de esperança

Allan McDonald – IUF Rel
Uma vitória da direita seria uma catástrofe semelhante ao que a Argentina tem passado

Gabriela Visca, dirigente da Federação Argentina dos Trabalhadores de Águas Gaseificadas e Afins (FATAGA) e integrante do Comitê Latino-Americano de Mulheres da UITA (CLAMU), afirmou que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil é fundamental.

Em um contexto no qual a América Latina atravessa uma forte disputa política e social, marcada pelo avanço de projetos de extrema direita e por profundas desigualdades que afetam especialmente os setores mais vulneráveis, uma vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro em 25 de outubro seria motivo de esperança.

“Estamos vivendo ataques brutais da direita na América Latina, de setores que não têm como horizonte o bem comum e que tomam decisões para poucos, tendo como norte a cultura do descarte, da pobreza e da indigência”, afirmou.

Na Argentina, acrescentou, o presidente Javier Milei, amigo próximo do candidato de extrema direita brasileiro Flávio Bolsonaro, “diz há algum tempo que tirou não sei quantos milhões de argentinos da pobreza. E muitos de nós nos perguntamos, ironicamente, onde ele os colocou, porque simplesmente todos os limites foram ultrapassados e as pessoas estão vivendo uma situação deplorável”.

“Uma lógica de descarte”
E isso vem acompanhado de projetos econômicos absolutamente negacionistas e opressores.

“Se Lula vencer as eleições, será como dizer que nossa Pátria Grande ainda tem a esperança de voltar a ter governos que coloquem no centro a dignidade do ser humano e, sobretudo, dos mais pobres, daqueles que mais precisam, das pessoas com deficiência, dos idosos e das crianças”, aos quais a direita submete “à lógica do descarte”, afirmou.

“Para mim, como trabalhadora, como mulher e também como argentina, que a direita não continue avançando sobre o nosso continente é quase uma necessidade vital”, concluiu a sindicalista.

Fonte: Rel UITA