Escrito por: Luiz Alberto Reis Neto

Saúde mental no trabalho passa a exigir atenção das empresas com atualização da NR-1

Segundo a nova diretriz, os empregadores deverão incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos

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Somente em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária

A saúde mental dos trabalhadores ganhou ainda mais importância nas relações de trabalho, com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). As empresas passam a ter a obrigação de identificar e prevenir riscos psicossociais no ambiente laboral, como estresse excessivo, assédio, pressão abusiva, jornadas exaustivas e outras situações que afetam o bem-estar emocional dos trabalhadores.

A medida representa um avanço na proteção da saúde dos trabalhadores, reconhecendo que o adoecimento mental também é consequência das condições de trabalho e precisa ser tratado com responsabilidade pelas empresas.

Segundo a nova diretriz, os empregadores deverão incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, adotando medidas de prevenção, acompanhamento e promoção de ambientes mais saudáveis e respeitosos.

A Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da CUT (CONTAC-CUT), reforça que saúde mental também é direito do trabalhador. Ambientes saudáveis, respeito, valorização profissional e condições dignas de trabalho são fundamentais para garantir qualidade de vida e segurança no exercício das atividades.

Somente em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária, decorrentes de transtornos mentais e comportamentais (CID Capítulo V), um aumento de 15,66% em relação a 2024.

Outro dado importante é que os afastamentos por saúde mental já representam aproximadamente um em cada sete afastamentos do trabalho no país, evidenciando o crescimento dos riscos psicossociais relacionados à organização do trabalho, pressão por metas, jornadas extensas, assédio e esgotamento profissional

“Nós estamos, constantemente, acompanhando as mudanças na legislação e orientamos os trabalhadores a denunciarem em seus sindicatos ou federações, situações de assédio, pressão excessiva ou qualquer prática que coloque em risco sua saúde física e emocional”, afirmou o presidente Josimar Cecchin.

Nos últimos anos, aumentaram significativamente os casos de ansiedade, depressão, síndrome de burnout e afastamentos relacionados à saúde mental. Para o movimento sindical, o tema precisa ser tratado com seriedade, diálogo e ações concretas dentro dos locais de trabalho.